Ninguém gosta de perder cliente.
Vamos combinar que isso é um dos fatores que nos deixa pra lá de “down”, por mais cri-cri que ele seja.

E por falar em clientes, tem um dia que a gente pára pra pensar na quantidade de pessoas e personalidades diferentes que encontramos dia-a-dia durante nosso trabalho de oferecer serviços e produtos. Cada um tem seu tipo bastante diferenciado, e para cada um deles os passos que deveremos dar até a conversa estar completa são bem específicos.

Vejamos por exemplo no nosso caso como vendedores de prestação de serviços de internet, os tipos mais comuns são:

- o cliente inteligente – é aquele que sabe tudo, que chega com uma conversa que parece ter decorado as mais recentes revistas de informática das bancas, ultra-informatizado, não existe um só quesito que fuja da observação sempre bem colocada, detalhe: usando corretamente os termos empregados por profissionais.

Como agir: Para esse, o melhor é estar sempre atento as mudanças, estar a par de todos os mais novos lançamentos do mercado em termos de máquinas e técnicas atuais utilizadas como ferramenta pelos profissionais da área. E como Internet nunca pára de inovar, todo cuidado é pouco para nunca ficar de fora da conversa nem perder o cliente por falta de conhecimento.

- o cliente leigo – é aquele que se auto-define como completamente por fora da internet, só sabe que existe computador porque tem um enfeitando a sala da casa mas que é do filho ou do irmão e ele passa quilômetros de distância. Mas quer um site!!

Como agir: Nesse caso, toda a experiência e paciência se tornam fundamentais para que a conversa deslanche de um forma que ele não vá sair correndo porta afora, ou peça uma Neosaldina para continuar a escutar você. A grande sacada é saber como vai se colocar um site na cabeça de quem desconhece informática, e o pior…não gosta, mesmo não tendo sequer conhecido.

- o cliente confuso – já chega falando pelos cotovelos misturando frango e farofa com oferenda de encruzilhada…ou seja…nada haver. Não contente em misturar tudo ainda tenta forçar a barra ao insistir que está correto, e que, por exemplo: provedor de internet é o mesmo que provedor de hospedagem, e que se ele não receber email no gmail da casa dele, a culpa será nossa e por ai vai…

Como agir: Tentar provar o correto para ele sem afrontá-lo e com muita calma, até convencê-lo como tudo funciona. Vai funcionar…por pouco tempo, até a próxima confusão.

- o cliente “sem noção” – o cara é completamente perturbado, ele acaba deixando você mais louco do que ele, parece que tomou uma xícara quente de chá de cogumelo laranja. Diz que quer um site com milhões de coisas, vários serviços do tipo que você só vê em Matrix, o filme, serviços super secretos onde quer superar a concorrência com algo nunca visto. E que nem imagina como pode ser feito, e que tem que ser fenomenal como todas as coisas que são dele. Ah! Só tem uma coisa que ele fala só no finalzinho da looooonga conversa: “é que nesse momento ele não tem grana para o investimento…”

Como agir: Fala sério…sem comentários…Engula a seco, finja que entendeu tudo, dê um sorriso, e fala que vai mandar o orçamento.

- cliente especial – é o tipo que chega, coloca claramente o que quer, fala das suas vontades, aceita sugestões e está sempre aberto para novas conquistas. É um estímulo aos nossos neurônios criativos, e traz além da inspiração um prazer enorme em realizar serviços que vão agradar e trazer sucesso.

Como agir: Para esses clientes toda dedicação é pouca! São indispensáveis a qualquer portfolio e sempre bem vindos nem que seja para um bom papo.

Ocorre que no final, cliente é sempre cliente, e para trabalhar com eles você saberá que todos os dias serão de eterno aprendizado, fortalecendo assim sua prática de paciência, argumentação, criatividade e bom senso!!