As empresas do setor imobiliário estão reduzindo o número de lançamentos para este ano e revendo os planos para 2009, cautelosas diante da crise financeira internacional. Como mostra reportagem de Bruno Villas Bôas e Erica Ribeiro, publicada nesta quarta-feira, pelo Globo, em  alguns casos, o recuo nos lançamentos faz com que as vendas caiam mais da metade do que já estava programado para 2008.

Ainda não temos números absolutos sobre a redução de lançamentos. Mas percebe-se que as empresas estão se expondo menos, trocando risco por cautela

Construtoras e incorporadoras estão revendo seus planos para 2008, como é o caso da CR2, que atua no Rio e em São Paulo. Segundo Rogério Furtado, diretor financeiro da empresa, seriam lançados 15 novos empreendimentos, em um total de 8 mil unidades. Com a piora da crise, a previsão foi reduzida para 10 empreendimento e 5 mil unidades, uma queda de 33% e 37%, respectivamente.

Na Patrimóvel, as vendas totais apresentaram queda de 55% em outubro, frente a setembro, de R$ 200 milhões para R$ 90 milhões. Já o vice-presidente construtora Fator Realty, Marcos Freire, conta que a escassez de crédito levou a empresa a adiar para o ano que vem dois lançamentos imobiliários que seriam realizados neste final do ano, em Salvador, com valor geral de venda (VGV) total de R$ 160 milhões.

O vice-presidente da RJZ/Cyrella, Rogério Zylberstajn, diz que está mantendo o número de empreendimentos. Mas que, no fim deste mês, irá avaliar se os demais lançamentos previstos para este ano serão mantidos ou adiados para 2009.

O presidente da Associação Brasileira dos Dirigentes do Mercado Imobiliário (Ademi), Rogério Chor - que também é presidente da CHL -, afirma que há uma  redução nos lançamentos imobiliários, apesar de não ter ainda números fechados sobre quantos deixaram de ser colocados à venda. Ele também defende que o mercado está mais seletivo.

Ainda não temos números absolutos sobre a redução de lançamentos. Mas percebe-se que as empresas estão se expondo menos, trocando risco por cautela - afirma.

Fonte: O Globo